Um dos gêneros mais tradicionais de Hollywood, os musicais tiveram seu auge entre as décadas de 1940 a 60, com clássicos como “Cantando na Chuva” (1952) e “A Noviça Rebelde” (1964). Entre as estrelas, Carmem Miranda e Gene Kelly são alguns dos atores que mais fizeram filmes nessa época.
Meio caídos entre as décadas de 80 e 90, os longas cantados voltaram a se tornar um gênero em voga nos anos 2000, a partir de “Moulin Rouge” (2001) e “Chicago” (2002). Aproveitando a estreia de “Nine” nesta sexta-feira, separamos alguns dos melhores musicais da última década:
Dirigido por Rob Marshall, “Nine” traz um elenco de primeira, formado por Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Kate Hudson e Sophia Loren, além de Fergie, vocalista do Black Eyed Peas. O longa conta a história do diretor italiano Guido Contini (Day-Lewis), que se encontra em uma profunda crise criativa e pessoal, enquanto relembra as mulheres de seu passado. A produção foi baseada na famosa peça da Broadway, vencedora de cinco prêmios Tony e inspirada no filme “8 ½”, de Federico Fellini. Apesar disso, não teve muito êxito nas bilheterias norte-americanas em sua estreia. Em dez dias de exibição nos Estados Unidos, conseguiu retorno de apenas US$ 18 milhões do US$ 80 milhões que custou.

Após os musicais viverem no ostracismo de Hollywood por décadas, em 2001, o gênero surgiu com força total com “Moulin Rouge – Amor em Vermelho”, de Baz Luhrmann. Inspirado em três óperas – “La Bohème”, de Puccini, “La Traviata”, de Verdi, e “Orphée Aux Enfers”, de Offenbach – o filme estrelado por Nicole Kidman e Ewan McGregor ganhou dois Oscars – direção de arte e figurino -, além de ter sido indicado à Palma de Ouro de Cannes. Na trilha sonora, versões revisitadas de sucessos de Madonna, David Bowie e Queen.

Vencedor de seis Oscars, incluindo o de melhor filme, “Chicago” foi dirigido pelo mesmo Rob Marshall de “Nine”. Um dos responsáveis por resgatar o gênero, o filme traz Catherine Zeta-Jones, Reneé Zellweger, Richard Gere e Queen Latifah no elenco. Destaque principalmente para o desempenho de Zeta-Jones, que, mesmo grávida de seis meses, apresentou um número do musical na cerimônia do Oscar de 2003. Por sua atuação, ganhou a estatueta de melhor atriz coajuvante.

Um dos maiores sucessos da década, a trilogia “High School Musical” (2006 a 2008) virou febre entre crianças e adolescentes e alavancou as carreiras de seus protagonistas, Zac Efron, Vanessa Hudgens e Ashley Tisdale. Em fevereiro, chega aos cinemas brasileiros uma versão totalmente nacional, que traz uma participação especial de Wanessa Camargo.

Baseado em um musical de sucesso lançado primeiramente em Londres, “Mamma Mia!” (2008) trouxe uma receita infálivel: juntou em um só filme vários sucessos do grupo sueco Abba, um dos ícones da música disco. Estrelada por Meryl Streep, a produção se tornou o maior sucesso de bilheteria no Reino Unido, desbancando “Titanic”.

Após fazer muita gente dançar ao som da trilha de “Os Embalos de Sábado à Noite”, John Travolta retorna a um musical, mas, desta vez, vestido de mulher, fazendo a mãe da protagonista de Haispray – em Busca da Fama, de 2007. Para personificar Edna Turnblad, Travolta levava quatro horas na maquiagem e usava uma roupa que pesava cerca de 14 quilos.

O filme “Dreamgirls – em Busca de um Sonho” (2006) é baseado na história da gravadora Motown, responsável por revelar artistas negros como The Supremes e Marvin Gaye. Apesar de contar com a cantora Beyoncé e o ator Eddie Murphy no elenco, foi Jennifer Hudson – ex-participante do reality show “American Idol” – quem ganhou mais destaque, ao receber o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2007.

Estrelado pela cantora Björk, que também criou a trilha sonora, o longa “Dançando no Escuro” (2000), de Lars Von Trier, é provavelmente um dos musicais mais inusitados da história do cinema. Neste drama, Björk vive uma imigrante tcheca nos Estados Unidos com uma doença degenerativa que lhe deixa cega aos poucos. Ao longo da trama, ela vive uma história trágica dessas sem final feliz.

Também saída da Broadway, a comédia “Os Produtores” (2005) – com Matthew Broderick, Nathan Lane e Uma Thurman no elenco – conta a história de um produtor falido que resolve dar um golpe montando um musical que tinha tudo para dar errado. Porém, a peça vira um sucesso estrondoso e a situação fica ainda mais complicada. No Brasil, Miguel Falabella, Vladimir Brichta e Danielle Winits (que depois foi substituída por Juliana Paes) estrelaram uma versão para os palcos.

Com uma trilha sonora que traz somente músicas dos Beatles, o musical “Across the Universe” (2007) retrata os anos 60, com suas revoluções na sociedade e conflitos como a Guerra do Vietnã. O elenco é formado por jovens atores, como Jim Sturgess e Evan Rachel Wood, além de participações especiais de Bono, do U2, e Salma Hayek.

Créditos: http://br.noticias.yahoo.com/s/27012010/48/entretenimento-melhores-musicais-modernos.html